terça-feira, 25 de outubro de 2022

 


quanto mais me re-par-to

muito mais me mul-ti-pli-co

 

pastor de andrade

federika lispector

gigi mocidade

federico Baudelaire

rúbia querubim

federika bezerra 

eugênio mallarè

 

parabolicamará minha antena parabólica fio terra para minhas intervenções intragaláticas nas multi-i-transversais relações humanas para o planeta que virá

 

Artur Gomes

o criador das mutltitransações fulinaímicas

www.fulinaimagens.blogspot.com


1



BordeLíricas

 

Dionísio bêbado de noites

pelos Cassinos de Bento

transa nos pergaminhos

depois de um tapa no branco

com uma puta dama nos becos

e algumas garrafas de vinho 


aqui

em casa

lavo pinto bordo

o corpo

a alma

os pelos

cada um que

pinte seus delírios

cada um que

desenrole

seus novelos

 

 EuGênio Mallarmè

o antropofágico fulinaímico 

https://www.facebook.com/EuGenioGumes


2



o desconcerto na frase

está no corte

no verso

formiga carregando folhas

nas costas

o formigueiro instaura

uma colmeia de dados

que o tempo

ainda não decifrou 


 

pássaros elétricos

           vivem a vida

           por um fio

 

Federika Lispector

Jornalista na Igreja Universal do Reino de Zeus 


3



Irreverência Ou Morte!

 

Gigi Mocidade

Rainha da Bateria da Mocidade Independente de Padre Olivácio - A EScola de Samba Oculta No InConsciente Coletivo

https://www.facebook.com/gigimocidade 


4



no universo paralelo

tenho mestrado bíblico

em chá de cogumelo

 

Pastor de Andrade

patrono da Igreja Universal do Reino de Zeus

https://www.facebook.com/pastordeandrade


5



fiz um trato com o sarcasmo

o bom humor a ironia

única forma que encontrei

para fazer a travessia 


poema insPirado

no Trato, poema de Ademir Assunção

do seu livro Risca Faca que acabo de ler

na coletânea poetas vivos –

blog Fulinaimicamente – TransPoÉticas –

https://fulinaimicamente.blogspot.com/2022/02/coletanea-poetas-vivos_23.html

 

 Para Pagu

in memória

 

vontade de voltar

a correr por pradarias

num cavalo selvagem

sem celas rédeas arreios

                        ou cancela

indo ao encontro

dos vagabundos

livre leve solta

nua como vim ao mundo

 

Rúbia Querubim

a grande musa fulinaímica

https://www.facebook.com/rubiaquerubim


6

 



Travessia Campestre

para RúbiaQuerubim

e Sérgio Sampaio in memória

 

a travessia você faz

como quiser

ou como pode

 

no lombo do cavalo

ou na garupa do bode 


pedra pássaro poema

 


pedra pássaro poema 

 

escrevendo e estudando

poesia  

 no alvorecer de cada dia

enquanto os pássaros

no rio itabapoana

esperam  por alquimia

 

Artur Gomes

foto.poesia

https://fulinaimargem.blogspot.com/


Ar Tesão

não queira dizer bobagens

fazer da Arte brinquedo

procure desvendar o segredo

antes de mostrar o que pensa

sem saber o que pensar

Arte é corda esticada

aprenda primeiro a pular

 

Federico Baudelaire

www.personasarturianas.blogspot.com




Em 1980 um Boi-Pintadinho invade as ruas de Campos dos Goytacazes-RJ e não era Carnaval. Eu dançava na frente desse Boi ao lado da grande dupla o saudoso bailarino Amaury Joviano  e a grande artista  popular Pavuna. Uma outra ilustre figura completava o quarteto que conduzia o Boi pelas ruas de Campos, depois que ele saia da sua moradia,  a casa do poeta Osório Peixoto.

Nessa época era conhecido por Du-Boi e ensaiava meus primeiros passos para me tornar Mestre-Sala e a quarta componente do quarteto  era uma linda menina que atendia pelo nome de Rosângela, que mais tarde ganha um sobrenome nem tão lindo assim. Quem saberia me dizer que sobrenome é esse?  Outro dia ainda escrevo mais sobre esse boi que colocou as ruas de Campos e a Feira do Mercado Municipal em Polvorosa toda vez que fazia o seu cortejo.

Um certo sábado de  1980 Adilson Rangel (saudoso proprietário da Livraria Noblesse),  leva esse   Boi-Pintadinho  para dançar e cantar dentro da famosa livraria, a única que vendia na época, livro que para muitos eram considerados livros sub-versivos. Oswald de Andrade desde 1928 já nos dizia que Alegria é a Prova dos 9, e os cortejos desse Boi, era sinônimo da máxima alegria. Enquanto seus componentes dançavam e cantavam dentro da livraria, saboreando deliciosos vinhos e beijos, lá da rua vinha um grito desferido pelo tradicional Padre Fernando Rifan: - Bando de Comunistas!!!



Murilíndianamente

 O poeta experimental passeia sua cueca monossilábica por cima dos pianos da madrugada devorando amoras. Macabea invoca nossa senhora das derrotas para enfrentar o desvario. O poeta está nu cio. Macabea corre. O poeta inflama inverso. Macabea chora. Experimental barroco o poeta sobrevoa o presídios federal de brazilírica seus palácios e urubus. Macabea tenta mas não consegue ser Pagu.  O poeta é phoda. Macabea pede: o menino faz que não entende. Macabea implora. E o poeta põe na metáfora do cool.

BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas Revisitado.

https://braziliricapereira.blogspot.com/

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

sagrada escritura

 


escritura sagrada    

 

Beatriz quer dizer beleza

Clara quer dizer clareza

 

tenho a esfinge em minhas mãos mas não decifro para que algum dia talvez quem sabe ela venha  devorar meu coração

 

anjo de azul vermelho

Clara Beatriz no espelho

saia de renda rodada

abre a roda ventania

onda do mar me vem dela

inspiração poesia

 

esfinge que mora longe

em travessão travessia

em Itabapoana trabalho

pedra pensante  algaravia

no barracão de quem fala

bolero blues alegria  

 

teus olhos tecidos bordados

no ofício da fantasia

ficção só pra quem sabe

enxergar o clarão do dia

abrir portas e janelas

dos sertões da alquimia

 

sol na areia da praia

estrela do mar maresia

eu vi um peixinho voando

entre teus dedos me dizia

:

leia na minha cartilha

se precisar te empresto

e nem queira pensar o resto

escritura sagrada é meu guia

 

Artur Gomes

Itabapoana Pedra Pássaro Poema

leia mais no blog https://porradalirica.blogspot.com/


fulinaimicaníssimas


Fulinaimicaníssimas

Poema manifesto para o 27 de agosto  

Para Tchello d´Barros, Fernando Rossi e todo elenco da Geleia Geral – Revirando A Tropicália

 come vento menina come vento menino não há mais metafísica no mundo do que comer vento

como osso menina come osso menino

não há mais metafísica no mundo do que

comer osso

 mas eu sou cachorro louco

osso duro de roer

 

: -  eu prefiro chocolate salmão com vinho branco strogonoff de camarão acarajé abará pato no tucupi virado paulista feijão tropeiro e pudim de leite de sobremesa

Apesar de viver morrendo durante os últimos 365 de cada ano hoje é dia de nascer ressuscitar acontecer subir ao palco

dar nome aos bois

nome e sobrenome

 porque gente é pra bilhar

 e não para morrer de fome

 

Artur Gomes

https://arturgumesfulinaima.blogspot.com/



fulinamânicas sagarinas

 

na cidade alta

entre a luz do sol e a janela

amanhecemos outro dia

ando tão Macunaíma

que ela me deixou Van Gog

e muito mais Picasso

nem penso mais João Cabral

o cão sem plumas

lendo cobra norato

o orçamento secreto

essa blasfêmia no palácio do planalto

 

lanço um poema público

na retina do asfalto

dou um tiro no meio dos cornos

no centro da testa  do contra(l)to

 

FlorBela me beijou eternamente

me disse ontem

que posso voltar a sonhar

com as  noites na sua casa

teus seios dois lençóis de linho

roçam minha língua como vinho

e me incendeiam como brasa

 

Artur Gomes

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/



Intervenção junina

poema escrito especialmente para a intervenção poética: Poesia Viva Poesia - Dia 25 - junho - 2022 - no SESC Campos

 

era uma noite de junho

inverno não primavera

e eu de poema em punho

fazendo cantigas de amor para ela

 

mas ela não veio me ver

do outro lado da janela

era uma moça distante

que eu chamava FlorBela

 

quantas noites sonhei Florbela

em minha cama sozinho

pensando na cama dela

bebia beijos e vinho

 

era uma vez uma rua

que tinha nome de formosa

não era grande sertão

nem eu era Guimarães rosa

 

mas era noite de junho

e mesmo assim

me sentia um riobaldo

amando diadorim

 

como se fosse lua cheia

clara como clarão

ela toca fogo em minha pele

incendeia meu coração

 

e 24 de junho

é noite de são joão

e meus fogos de artifícios

são pra chamar sua atenção

 

a moça que nunca veio

do outro lado da janela

não sabe que é tudo dela

meu céu meu mar meu chão

 


Artur Gomes

Leia mais no blog

https://fulinaimagens.blogspot.com/




Itabapoana Pedra Pássaro Poema


Mana Chica do Caboio

 

bom dia meu anjo azul

a moça mais linda que veio

do Rio Grande do Sul

 

palavras pessoas poemas

prendas da minha história

quando vivas na memória

levo pro papel pro palco pro cinema

 

vem minha moça bonita

já não somos castos

o sangue escorre nas veias

abertas as nossas feridas

 

a roda gira gigante

ó minha prenda querida

a lenda mais em/cantada

pelos cantadores da vida

 

a roda gira não para

essa serpente atrevida

poema pulsa universo

e a moça dançou no arroio

e veio  do Rio Grande pra festa

 da Mana Chica do Caboio

 

anjo de azul vermelho

mana chica no espelho

saia de renda rodada

 abre a roda ventania

onda do mar me vem dela

 inspiração poesia

 

e para cantar esses versos

a todos pedimos apoio

:

 

Mana Chica Mana Chica

Mana Chica do Caboio

Quem nunca comeu pimenta

Não sabe que coisa é moio

 

Artur Gomes

Geleia Geral – Revirando A Tropicália

Leia mais no blog https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/

 

Lançamento do livro dia 28 – 19h – outubro – 2022 – na Santa Paciência – Casa Criativa – Geleia Geral – Revirando A Tropicália – Rua Barão de Miracema, 81 – Campos ex-dos Goytacazes-RJ




Deusa de Marfim

 

tenho na carne o sal da Lagoa Doce

Angélica um dia me trouxe  areias  

no mar salgado – manguezal de Gargaú algas conchinhas  mariscos - poema abissal absoluto

 

o canto triste do Macuco

que anda vivo na memória

começo aqui minha história

nos verões dos séculos passados

 

ainda trago guardado

primeiro poema pra musa

FlorBela me espanca me abusa

minha Rúbia Querubim

 

nos carnavais de Guaxindiba

nos fogueirais de Santa Clara

vestida de serpentina

a pele vermelha de cetim

 

ainda trago comigo

os beijos  embriagados

nos bares dos namorados

pelo sertões do mar sem fim

 

paixão água-ardente  brasa viva

punção de um   fogo sagrado

que nunca apagou a chama

profano corpo sem porto

leviano  barco sem cais

 

hoje ainda voa comigo

muitas vezes por São Paulo

Brasília Espírito Santo Guarapari

desde  quando nos encontramos

na preamar de Guriri

 

 

só acontece com quem ama

não perde tempo – sempre faz

e parte pra deixar saudades

com as bênçãos de Vinicius de Morais

 

Artur Gomes

22 outubro – 2022

Para o livro: O Homem Com A Flor Na Boca : Itabapoana Pedra Pássaro Poema

 

leia ais no blog

https://fulinaimagens.blogspot.com/

 


Balbúrdia PoÉtica - 23 de setembro

Balbúrdia PoÉtica – Por Ética Dia 23 – setembro – das 18 às 22h Coffe Break – Av. Henrique Valladares, 17ª lista dos poetas convidados para ...