segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Itabapoana Pedra Pássaro Poema


Mana Chica do Caboio

 

bom dia meu anjo azul

a moça mais linda que veio

do Rio Grande do Sul

 

palavras pessoas poemas

prendas da minha história

quando vivas na memória

levo pro papel pro palco pro cinema

 

vem minha moça bonita

já não somos castos

o sangue escorre nas veias

abertas as nossas feridas

 

a roda gira gigante

ó minha prenda querida

a lenda mais em/cantada

pelos cantadores da vida

 

a roda gira não para

essa serpente atrevida

poema pulsa universo

e a moça dançou no arroio

e veio  do Rio Grande pra festa

 da Mana Chica do Caboio

 

anjo de azul vermelho

mana chica no espelho

saia de renda rodada

 abre a roda ventania

onda do mar me vem dela

 inspiração poesia

 

e para cantar esses versos

a todos pedimos apoio

:

 

Mana Chica Mana Chica

Mana Chica do Caboio

Quem nunca comeu pimenta

Não sabe que coisa é moio

 

Artur Gomes

Geleia Geral – Revirando A Tropicália

Leia mais no blog https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/

 

Lançamento do livro dia 28 – 19h – outubro – 2022 – na Santa Paciência – Casa Criativa – Geleia Geral – Revirando A Tropicália – Rua Barão de Miracema, 81 – Campos ex-dos Goytacazes-RJ




Deusa de Marfim

 

tenho na carne o sal da Lagoa Doce

Angélica um dia me trouxe  areias  

no mar salgado – manguezal de Gargaú algas conchinhas  mariscos - poema abissal absoluto

 

o canto triste do Macuco

que anda vivo na memória

começo aqui minha história

nos verões dos séculos passados

 

ainda trago guardado

primeiro poema pra musa

FlorBela me espanca me abusa

minha Rúbia Querubim

 

nos carnavais de Guaxindiba

nos fogueirais de Santa Clara

vestida de serpentina

a pele vermelha de cetim

 

ainda trago comigo

os beijos  embriagados

nos bares dos namorados

pelo sertões do mar sem fim

 

paixão água-ardente  brasa viva

punção de um   fogo sagrado

que nunca apagou a chama

profano corpo sem porto

leviano  barco sem cais

 

hoje ainda voa comigo

muitas vezes por São Paulo

Brasília Espírito Santo Guarapari

desde  quando nos encontramos

na preamar de Guriri

 

 

só acontece com quem ama

não perde tempo – sempre faz

e parte pra deixar saudades

com as bênçãos de Vinicius de Morais

 

Artur Gomes

22 outubro – 2022

Para o livro: O Homem Com A Flor Na Boca : Itabapoana Pedra Pássaro Poema

 

leia ais no blog

https://fulinaimagens.blogspot.com/

 


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Mostra Cine Vídeo - Curtas Cinema Ambiental

Mostra Cine Vídeo – Curtas  Cinema Ambiental

Curtam na página Kino 3
https://www.facebook.com/cinevideocurtas


com uma câmera nas mãos
           um poema na cabeça
         vamos filmar o poema
           antes que desapareça


Muito em breve ao vivo na AMPAMAC - Associação de Moradores do Macuco com Oficinas de Teatro Fotografia Produção Audiovisual e Educação Ambiental 



fulinaimagem

por enquanto
não vou revelar nosso segredo
nem falar nosso passado
sobre o beijo
que escorreu para o esgoto
e nosso corpos
despedaçados no asfalto

Artur Gomes
do livro inédito
FULINAIMAGEM

 

alguma poesia 


não bastaria a poesia deste bonde
que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa
carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

 

não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

 

não bastaria todo riso pelas praças

nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

 

não bastaria delirar Copacabana

e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e um cheiro de fêmea no ar devorador

aparentando realismo hipermoderno
num corpo de anjo

que não foi meu deus quem fez

esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos

 

não bastaria toda poesia

que eu trago em minha alma um tanto porca,

este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrissando lá na Urca
e esta cidade deitando água
em meus destroços

pois se o cristo redentor  deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e  na certa só faria poesia com os meus ossos.


FULINAÍMA MultiProjetos
contatos: fulinaima@gmail.com
22 - 99815-1268 – watsapp

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

terça-feira, 30 de agosto de 2022

pedra pássaro


Itabapoana Pedra Pássaro

                       Pedra Que Voa

 

não sei se escrevo

ou mando um chocolate

      pra Fernando Pessoa

 

a pedra de Drummond

também passeia por aqui

                     enquanto voa

 

Itabira

Itaocara

Itabapoana

 

3 pedras no poema

uma pedra por  semana 


As primeiras praias que conheci na minha infância, foram Guaxindiba e Atafona. O nome Guaxindiba sempre me despertou curiosidade, e só na minha adolescência vim saber se tratar de um nome de origem indígena. (Tupi, que significa "planta aquática de beira de rios". )



uma metáfora

não é apenas uma metáfora

quando a pedra é pássaro

 

caranguejos passeiam

sobre pneus

carcaças de geladeiras

                     almofadas

 

              Bracutaia

eterna lenda

estranho pássaro

da pedra ouviu o grito 

e voou de Gargaú

        pro  infinito

 

em Gargaú

as garças voam

às 5 horas da tarde

para o outro lado da pedra

em Guaxindiba

tenho em mim

que pássaros voam

e peixes nadam

para o pouso que procuram 


o grito do goytacá

ainda ecoa

a cidade é pedra

mas o pássaro voa


em Manguinhos

uma pedra sustenta o Cristo

dentro d´água

pintando o  sete  

Macunaíma no coreto

sem orçamento secreto

 

Redentor em 2017 me viu

falando poesia na praça

o concreto da metáfora

é que o poeta sempre foi

e sempre será a antena da raça

 

esse teu olho que me olha

azul safira ou mesmo verde

esmeralda fosse – pedra

pétala rara carne na matéria doce

 

ou mesmo apenas fosse

esse teu olho que me molha

quando me entregas do mar

toda alga que me trouxe

 

barrinha

buena

tatagiba

guriri

tanto mar e uma lagoa doce

também deságua dentro aqui

 

beijo a boca da barra

o poema fala a palavra

barco

atravessa o espelho d´água

pedra que flutua

procurando os peixes 


Gargaú

do lado direito rio paraíba do sul

que desce da serra da bocaina

no estado de São Paulo

pra beijar o Atlântico

no Pontal de Atafona

em São João da Barra

 

na outra ponta do litoral

o espírito Espírito Santo beija a Barra

Itabapoana

logo ali em frente Iriri – onde

Rúbia Querubim encontrou seu ninho

pássara que migou de Rio das Ostras

estrela do mar fala com as pedras de sal

recolhe o tempo na ampulheta

e sussurra poesia nos ouvidos de Anchieta 


Marçal Tupã

o grito goytacá ainda ecoa

 

meu coração marçal tupã

sangra tupy & rock and roll

      meu sangue tupiniquim

      em corpo tupinambá

    samba jongo maculelê

       maracatu boi bumbá

a veia de curumim

é coca cola e guaraná

 


sagaraNAgens fulinaímicas 

guima 
meu mestre 
guima 
em mil perdões eu vos peço 
por esta obra encarnada 
na carne cabra da peste 
da Hygia Ferreira bem casta 
aqui nas bandas do leste 
a fome de carne é madrasta 

ave palavra profana 
cabala que vos fazia 
veredas em mais Sagaranas 
a Morte em Vidas/Severinas 
tal qual antropofagia 
teu grande Sertão vou cumer 

nem João Cabral Severino 
nem Virgulino de matraca 
nem meu padrinho de pia 
me ensinou usar faca 
ou da palavra o fazer 

a ferramenta que afino 
roubei do mestre Drummundo 
que o diabo GiraMundo 
é o Narciso do meu Ser 

 

 Artur Gomes

do livro SagaraNAgens Fuliaímicas

Editora Penalux - 2015

 leia mais no blog

https://fulinaimagens.blogspot.com/


terça-feira, 9 de agosto de 2022

Por Onde Andará Macunaíma ?

 



Por Onde Andará Macunaíma?

Vamos Devorar 22

100 Anos Depois

 Proposta de projeto para uma releitura criativa da Semana de Arte Moderna de 1922, com atividades que mostrem a produção da arte brasileira, contemporânea, quede alguma forma tenha um olhar sobre o Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade e a mistura étnicas em Macunaíma, de Mário de Andrade.

Por Onde Andará Macunaíma?

 

era uma vez um mangue

e por onde andará macunaíma

      na sua carne no seu sangue

               na medula no seu osso

ainda existe algum

vestígio de macunaíma

na veia do seu pescoço

 

por onde andará macunaíma

nos porões das oficinas

nos balcões de supermercados

na linguagem fulinaíma

nas florestas de Roraima

no eldorado pindorama

ou na anti tese de mestrado

na teoria dos mistérios

nas covas dos cemitérios

desse brasil desossado ?

 

macunaíma não me engana

bebeu água do paraíba

nos porão dos satanazes

está nos corpos incinerados

na usina de cambaíba

em campos dos goytacazes

 

macunaíma não me engana

está nas carcaças desovadas

na praia de Manguinhos

em são francisco do Itabapoana

Sagaranagens Fulinaímicas 2

 

                                                       

                                                       escrever poesia

é um desejo

ou  uma necessidade

                  fisiológica? 


Sagaranagens Fulinaímicas 2

 

Itabapoana pedra pássaro

não é mais a pedra que corre na água do rio

como borboleta já fez sua metamorfose

e ocupa outro espaço no futuro

 

não sei se Bom Jesus nem sei se São Francisco

me arrisco dizer que

grande é o serTão veredas

na terceira margem do rio

quando pesco um peixe sagarânico

que não vale nada nesse mercado de consumo

 

concreto é o abstrato da metáfora

que o professor de Market

nos deu ontem na primeira aula

para que que tentássemos decifrar

nossos caminhos

na nuvem de fumaça que disfarça

a tempestade em nossos dias ?

 

Artur Gomes – 09/08/2022

leia mais no blog https://fulinaimagens.blogspot.com/



sagaraNAgens fulinaímicas

 

guima

meu mestre

guima

em mil perdões eu vos peço

por esta obra encarnada

na carne cabra da peste

da Hygia Ferreira bem casta

aqui nas bandas do leste

a fome de carne é madrasta

 

ave palavra profana

cabala que vos fazia

veredas em mais Sagaranas

a Morte em Vidas/Severinas

tal qual antropofagia

teu grande Sertão vou cumer

 

nem João Cabral Severino

nem Virgulino de matraca

nem meu padrinho de pia

me ensinou usar faca

ou da palavra o fazer

 

a ferramenta que afino

roubei do mestre Drummundo

que o diabo GiraMundo

é o Narciso do meu Ser

 

Artur Gomes

do livro Juras Secretas

Editora Penalux – 2018

leia mais no blog

https://secretasjuras.blogspot.com/





todo dia que não amanhece

anoitece

quem nunca leu sagaranagens

não pode dizer que me conhece 


 

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 99815-1268 – whatsap

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

Balbúrdia PoÉtica -14 de outubro

A Ventura Editora e o autor Arthur Gomes convidam para o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma 14 outubro - ...